Sábado, 28 de Abril de 2007

A vizinha

 

 

Acordei à pouco e lembrei-me da vizinha V, uma simpática velhinha, com os seus bonitos e lúcidos 87 anos, com algumas mazelas, talvez inerentes à idade... e que devido a elas, teve que se deslocar à Terceira para a realização de exames médicos impossíveis de serem realizados aqui na Graciosa, por coincidência encontrei-a no aeroporto na minha terra e fui cumprimentá-la, e saber se ela tinha usado uma pasta de fixação para prótese eu lhe tinha oferecido , pk uma vez que a encontrei na rua observei que esta estava desadaptada , então perguntei, delicadamente, não fosse ela ficar ofendida, se a prótese não lhe estava larga, ela respondei que sim, eu fui à clínica buscar a pasta fixadora e dei-lhe, expliquei o procedimento ela disse que a ia guardar para quando fosse à Terceira.

A vizinha disse que era uma "pomada milagrosa", mas que afinal não tinha levado a prótese velha mas sim a nova, por que a outra estava muito gasta, eu não sabia que ela tinha uma sobresselente   ou então fez entretanto.

Esta senhora tem umas frases, muito engraçadas e com sabedoria popular, o que eu ,

por exemplo quando lhe dei o fixador ela queria retribuir-me com um folar, pois isto foi pouco antes da Páscoa, mas eu não quis, não lhe ofereci aquilo com intenção alguma e disse-lhe que tb me tinha sido oferecido pelo produtor, portanto estava fora de questão qualquer oferta, então ela contou-me uma passagem da sua vida de quando era pequena, ela a mãe e os irmãos acho que eram 7 filhos iam trabalhar para os campos, que eram da família e que ficavam longe, eles deslocavam-se a pé e no regresso a casa a mãe fazia umas trouxinhas que lhes ponha à cabeça onde transportavam ervilhas e nas mãos traziam uma couve branca ou repolho como aqui se diz, quando estavam quase a chegar encontravam uns velhotes muito pobres e a mãe tirava de cada trouxinha dos filhos uma mãozinha de ervilhas, escolhia o melhor repolho e dava aos vizinhos que eram pobres, as crianças depois diziam à mãe que tinha andado tanto, com o peso na cabeça para depois ela dar aos vizinhos ao que ela dizia " O que se dá floresce e o que se come apodrece"...

Vou para a caminha outra vez, já tou com soninho.

publicado por saoloira às 05:17
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